A associação de mastopexia com prótese é considerada quando há perda de volume e ptose. Nem sempre, porém, os dois procedimentos precisam ser combinados.
Muitas pacientes acreditam que mastopexia e prótese são sempre feitas juntas. Na prática, cada procedimento tem indicações próprias, e a combinação atende a um perfil específico.
Quando associar
A associação é considerada quando há ptose associada à perda importante de volume — cenário frequente após amamentação, grande perda de peso ou envelhecimento com hipoplasia. A prótese devolve o volume, a mastopexia reposiciona.
Quando não associar
Em pacientes com bom volume mamário e apenas ptose, a mastopexia isolada tende a ser suficiente. Do mesmo modo, quando não há ptose relevante, apenas a prótese isolada pode resolver a queixa de volume. Combinar sem indicação apenas soma riscos.
Riscos combinados
Combinar procedimentos aumenta a complexidade cirúrgica: maior tensão sobre a pele, maior risco de sofrimento tecidual, cicatrizes mais desafiadoras e maior chance de retoques. A decisão precisa ponderar riscos, expectativas e características individuais.
Uma etapa ou duas
Em situações selecionadas, alguns cirurgiões optam por dividir a cirurgia em dois tempos — primeiro a mastopexia e, meses depois, a colocação da prótese — para reduzir a tensão total e melhorar previsibilidade. É uma escolha técnica que deve ser discutida abertamente.
Manutenção ao longo do tempo
Ambos os componentes envolvem acompanhamento a longo prazo. A prótese exige revisões periódicas, e a mama continua sujeita a mudanças com o tempo, ganho ou perda de peso e novas gestações.
"Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui a consulta médica presencial, o exame físico e a avaliação individualizada. Toda cirurgia envolve riscos, resultados são individuais e não podem ser garantidos."